DIÁRIO ECONÔMICO PORTUGAL
Dinheiro e Ócio, Domingo 14 de novembro de 2004
Uma combinação de bossa nova, música popular brasileira e pop compõe o novo disco de Dulce Quental.
“Beleza Roubada” aparece ao fim de um interregno de 15 anos na carreira da cantora, e depois da afirmação da música pop brasileira no mercado português, com nomes como Adriana Calcanhoto, Marisa Monte ou os Tribalistas.
O trabalho conta com a participação de Zélia Duncan, em “Capuccino”, a primeira faixa do disco que nos convida a mergulhar em suaves sonoridades electrónicas, com as programações e os teclados de Sacha Amback e Damien Seth. As letras engenhosas e poéticas surgem envolvidas num encontro da bossa nova com melodias contemporâneas.
Enquanto esteve afastada dos palcos e das gravações, Dulce Quental dedicou-se às letras e escreveu temas para Barão Vermelho, Ana Carolina, Cidade Negra e outros artistas. A intérprete e compositora faz parte da geração percursora da música urbana, no Brasil da década de 80, nascida sob a influência de Caetano Veloso, Chico Buarque e Milton Nascimento. Quando iniciou a sua carreira estavam em alta Arnaldo Antunes e o poeta Cazuza, ícones do rock brasileiro. Todo este caldeirão de influências criou o que é hoje Dulce Quental que, de volta aos discos, procura agora reinventar a pop sofisticada que a popularizou nos anos 80.
Beleza Roubada
Dulce Quental
Farol Música, 2004
© Diário Económico, 2004
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